Suzano e Itaquaquecetuba correspondem a 35% do tráfico de drogas de todo o Alto Tietê, diz polícia

Delegacia de Investigação sobre Entorpecentes (Dise) registrou entre janeiro e julho em Suzano, 83 casos de tráficos de drogas e 11 de porte de entorpecentes.

Já em Itaquaquecetuba foram 214 ocorrências de tráfico e dois portes. As duas cidades juntas correspondem a 35% do tráfico em todo o Alto Tietê, incluindo Arujá e Santa Isabel.

Segundo dados da Dise, nas dez cidades foram 848 casos de tráficos de drogas. Uma gravação feita pela TV Diário flagrou na Rua Minas Gerais, no bairro Morro Branco, em Itaquaquecetuba, uma movimentação de pessoas que chegam e entregam o que possivelmente é o dinheiro para um rapaz que está na esquina, pega algo em troca e vai embora.

Em uma das imagens dá para ver que ele tira o que seria o entorpecente da meia e entrega para um rapaz. Toda a movimentação acontece em plena luz do dia. Inclusive, o jovem que estava na esquina, senta em outra calçada e parece preparar o entorpecente para o uso.

Em Suzano, no bairro Miguel Badra, a situação não é diferente. As imagens mostram um esquema bem parecido na Rua 26. Os suspeitos até parecem esconder algo na parte de baixo do muro ou no chão. E tem a mesma movimentação de pessoas.

Elas chegam, entregam algo e também recebem algo em troca. A movimentação é bem rápida. Os carros às vezes nem param e o condutor nem desce do veículo. E dá para perceber que a pessoa que fica com o que parece ser a droga não é a mesma que estaria com o dinheiro.

Em outra imagem dá para ver que uma das delas entrega o dinheiro para o companheiro. O delegado da Dise, Deodato Rodrigues Leite destacou que as imagens retratam uma situação constante. “Nossas equipes fazem centenas e inúmeras prisões em flagrante da venda de drogas. O problema é que a troca das pessoas que comercializam as drogas nas ruas é muito rápida, substituem as pessoas presas com uma rapidez gritante. O combate tem que ser ininterrupto e tentamos a cada dia aumentar essas prisões”, explicou Leite.

O delegado destacou que existe um esquema para a venda dos entorpecentes. Leite esclareceu que quem vende a droga fica com pouca quantidade do entorpecente e o guarda em muros, existem ‘olheiros’ atentos a presença da polícia e o dinheiro arrecadado com a venda é entregue para outra pessoa.

“É uma forma organizada e quase empresarial para o comércio e venda de drogas. Nosso trabalho é combater as biqueiras, como são chamados os pontos de comércio dos entorpecentes, e inteligência investiga como drogas chegam aqui. Ao longo desse semestre apreendemos mais de 42 quilos de cocaína e mais de 95 quilos de maconha que chegam aqui em pequenas porções. É um trabalho árduo.”

O delegado afirmou que o trabalho é feito com interceptação telefônica e quebra de sigilo de dados e tudo exige autorização, por isso leva tempo.

Com Informações: G1 Mogi das Cruzes e Suzano

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