Ronnie Spector, a voz de “Be My Baby”, morre aos 78 anos
Foto: Reuters / Lucas Jackson

Ronnie Spector, a voz de “Be My Baby”, morre aos 78 anos

Com as Ronettes, cantora gravou um dos singles mais importantes de todos os tempos

Ronnie Spector, a líder das Ronettes, um dos maiores girl groups da história, morreu ontem (12), aos 78 anos. Segundo a nota divulgada em seu site oficial, a artista, de nome verdadeiro Veronica Bennett, travou uma rápida batalha contra um câncer e estava ao lado de seus familiares e marido.

Ronnie sempre será lembrada por “Be My Baby”, um dos maiores singles de todos os tempos, lançado em 1963 e o melhor exemplo do estilo de produção de Phil Spector, que se mostrou extremamente influente e de grande força comercial na primeira metade dos anos 60.

Spector criou uma técnica chamada “wall of sound” (ou “muralha sonora”). Inspirado nas sinfonias de Wagner, ele colocava vários músicos para tocar em estúdio simultaneamente criando uma massa sonora de grande impacto. Nesse caso, o produtor importava mais que os artistas que efetivamente tinham seus nomes nos selos dos discos, mas não se nega que as Ronettes, que tinham ainda na formação, a irmã de Ronnie Estelle Bennett e a prima delas Nedra Talley, eram as que tinham mais personalidade entre os artistas que gravavam pela Philles Records – que incluíam ainda Darlene Love, as Crystals e os Righteous Brothers.

“Be My Baby” chegou ao segundo lugar da parada e se tornou uma canção que atravessou gerações, sempre reaparecendo em filmes ou anúncios comerciais – nos anos 80, ela foi ouvida em “Dirty Dancing” e em um popular comercial da Levi’s.

As Ronettes gravaram outros singles igualmente ótimos, “Baby I Love You”, “Walking In The Rain” e “I Can Hear Music” entre eles, ainda que nenhum tenha conseguido gerar o mesmo impacto que “Be My Baby”.

Ronnie morreu poucos dias depois de ter voltado, pela segunda vez após quase 60 anos, no top 10 dos EUA. “”, faixa presente no álbum natalino de Spector, ficou no décimo lugar na última parada divulgada de 2021.

Ronnie foi casada com Phil Spector, um homem que, depois, soube-se que era violento e controlador – ele morreu no ano passado, na prisão onde cumpria pena pelo assassinato de uma namorada.

Os dois começaram se relacionar em 63, quando Phil ainda era casado com sua primeira esposa, ainda que o casamento só tenha acontecido em 1968. Em sua autobiografia, a cantora revelou que o marido e produtor fez de tudo para sabotar a sua carreira, impedindo que ela se apresentasse ao vivo. Mais grave ainda são as histórias de tortura psicológica e cárcere privado a que ela foi submetida. Ronnie conseguiu fugir da mansão onde moravam, sem levar nenhum pertence, em 1972.

Apesar de jamais ter repetido o sucesso dos anos 60, ela contava com o carinho de todos os grandes nomes rock. Ainda com Phil Spector, ela gravou um single para a Apple dos Beatles, uma versão de “”, de George Harrison, e havia a ideia dela gravar um disco de retorno pelo selo que acabou engavetado. As Ronetttes foram o único girl group que abriu os shows dos Beatles – foi na derradeira turnê da banda, em 1966.

Anos depois, em 1977, ela gravaria um single com a E Street Band, de Bruce Springsteen, outro encontro que, é uma pena, que não tenha rendido mais frutos.

Mesmo longe das paradas e gravando esporadicamente, Ronnie tinha um público que prestigiava ao vivo e seguia como um ícone. Brian Wilson, o líder dos Beach Boys, nunca escondeu que “Be My Baby” era a sua canção favorita, os Ramones adoravam o trio e chegaram a gravar com Phil Spector – um dos destaques do álbum “End Of The Century” é justamente uma cover de “Baby, I Love You” (ela também gravou com Joey Ramone na década de 90).

Em 2012, as Ronettes entraram no Rock and Roll Hall Of Fame. Keith Richards, dos Rolling Stones, fez o discurso de apresentação e, em seguida, Ronnie e Nedra, com uma cantora de apoio, se apresentaram:

No século 21, quem apresentou Ronnie, e as Ronettes, para uma nova geração foi Amy Winehouse. A cantora, morta em 2011, venerava a artista e os girl groups dos anos 60. O cabelo bufante que ela tornou um dos símbolos do início deste século, era basicamente o mesmo. A admiração era mútua e, não à toa, uma das últimas gravações de Ronnie foi uma cover de “Back To Black”.

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Com Informações: Vagalume

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