Projeto AACD poderá voltar a atender Alto Tietê

Condemat implantará uma estrutura de captação de recursos para que cidades interessadas possam encaminhar pacientes a Mogi das Cruzes

 
A Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) de Mogi das Cruzes pode voltar a atender pacientes de outras cidades da região ainda neste ano. Para isso, uma estrutura de captação de recursos vinculada ao Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) deverá ser implantada. O projeto encontra-se em fase de elaboração.
 
Na prática, os municípios que desejarem atendimento unidade deverão se conveniar. O valor a ser repassado por cada Prefeitura será determinado com base no tipo de tratamento e na quantidade de pacientes a serem tratados.
 
“Nada mais justo que cada Prefeitura pague pelos serviços que utilizar. Se isso tivesse feito antes, a AACD não teria deixado de atender as outras cidades e nem corrido o risco de fechar. Os repasses possibilitarão o custeio da estrutura necessária para que todos sejam atendidos, como a contratação de médicos, por exemplo”, detalhou Marcello Cusatis, secretário de Saúde de Mogi das Cruzes e coordenador da Câmara Técnica de Saúde do Condemat.
 
Ainda segundo Cusatis, a administração da AACD continuará sendo realizada pela entidade. Já o agendamento de consultas será de responsabilidade dos municípios, como já vem sendo feito por Mogi através do Sistema Integrado de Saúde (SIS). Ao consórcio caberá apenas a missão de captar e gerenciar os recursos angariados. “Todos estes detalhes ainda serão discutidos. Uma reunião deve ser realizada entre 5 e 9 de junho com a diretoria da AACD, e a nossa expectativa é que até o fim de junho todo o projeto já esteja formulado. Depois disso tem todos os tramites burocráticos, mas a ideia é que o atendimento seja restabelecido para as demais cidades ainda neste segundo semestre, desde que elas disponibilizem recursos”, contou.
 
Histórico
 
Conforme já noticiado pelo Grupo Mogi News, a falta de contribuição financeira por parte da maior parte das Prefeituras da região impactou significativamente nas finanças da entidade.
Em 2015 a AACD operava com um déficit orçamentário mensal de R$ 20 mil. Na ocasião, 50% dos pacientes eram de outras cidades, mas apesar disso, apenas Mogi, Poá e Guararema repassavam verba.
 
Com a piora da situação e com riscos de fechar as portas, a entidade se viu obrigada a deixar de atender outras cidades, começando por Itaquaquecetuba e Suzano. A melhora efetiva da situação, no entanto, foi possível graças à renovação do convênio com Mogi. Com o novo contrato, assinado em novembro do ano passado, foi garantido um repasse anual de
R$ 1.440.000,00 pelos próximos cinco anos. Até então o município colaborava com R$ 960 mil anualmente.
 
Ainda assim, os convênios com Guararema e Poá foram encerrados pela entidade em 31 de dezembro de 2016 e desde então são atendidos apenas 218 mogianos.
 

Prefeituras demonstram interesse por atendimento

A possibilidade de retomada do atendimento a pacientes de outros municípios da região por parte da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) de Mogi das Cruzes é bem vista pelas Prefeituras da região, que demonstram interesse em se conveniar ao consórcio a ser implantado

A possibilidade de retomada do atendimento a pacientes de outros municípios da região por parte da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) de Mogi das Cruzes é bem vista pelas Prefeituras da região, que demonstram interesse em se conveniar ao consórcio a ser implantado.

A administração municipal de Poá, por exemplo, que deixou de ser atendida pela entidade em dezembro do ano passado, já noticia o restabelecimento do serviço. Enquanto isso não ocorre as demandas de urgência das especialidades Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional têm sido absorvidas pelo Centro de Fisioterapia.

Questionada pela reportagem sobre o assunto, Suzano informou, antes mesmo da aprovação da implantação do consórcio, que está realizando reuniões com os dirigentes da entidade. “O encontro tem por meta definir os valores e procedimentos para o repasse, possibilitando o acesso do município aos equipamentos e terapias promovidos”, disse.

Já Guararema informou apenas que com o término da parceria com a AACD, ocorrida no ano passado, ” a Prefeitura se organizou com as Secretarias envolvidas alocando todos os pacientes nos serviços municipais. Atualmente atendemos na própria rede de saúde e, no caso das crianças, é oferecida assistência necessária na Escola Municipal de Educação Complementar (EMEC)”, concluiu.

As demais prefeituras não se posicionaram até o fechamento desta reportagem. (S.L.)

Com Informações: Portal da Região

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