Prefeitura de Suzano deve exumar corpos de 87 sepulturas em área contaminada de cemitério

Sepulturas perpétuas da quadra 14 devem ser transferidas para outra área do Cemitério São João Batista. Área passa por análise de contaminação por necrochorume e enterros estão suspensos desde 2013.

Prefeitura de Suzano está entrando em contato com os responsáveis de 87 sepulturas perpétuas da quadra 14 do Cemitério São João Batista. O objetivo é conseguir uma autorização para que as sepulturas sejam transferidas de local dentro do próprio cemitério, já que a quadra em que se encontram passa por um trabalho de análise de contaminação por necrochorume.

Ainda de acordo com a administração municipal, novos enterros na quadra afetada estão suspensos desde 2013.

A área em estudo já teve um total de 718 sepulturas. Desde 2013, os sepultamentos foram interrompidos de forma preventiva, depois que a Cetesb solicitou um estudo para confirmar a contaminação por necrochorume. Desde a sua desativação já foram feitas 420 exumações.

Segundo a administração municipal, o trabalho vem sendo feito e ainda há nesta quadra 87 sepulturas perpétuas que dependem de um procedimento administrativo para que sejam realocadas em outra quadra dentro do mesmo cemitério. Tais procedimentos dependem de autorização das famílias e as mesmas estão sendo contatadas.

Quem tiver sepultura perpétua na quadra 14 do Cemitério São João Batista pode entrar em contato pessoalmente na administração, que fica na Avenida Brasiliana, s/nº, Raffo, Distrito de Palmeiras ou pelo telefone 4745-2000.

Região

Um estudo ambiental solicitado pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), mostra que dois dos 20 cemitérios da região do Alto Tietê estão contaminados. Outros dois tiveram estudos ambientais solicitados pela companhia, mas que ainda não foram concluídos pelas administrações municipais.

Os cemitérios São João Batista, conhecido como cemitério do Raffo, em Suzano, e o de Sabaúna, em Mogi das Cruzes, tiveram os lençóis freáticos contaminados pelo necrochorume, um líquido proveniente da decomposição dos corpos.

De acordo com a Prefeitura de Mogi das Cruzes, o último laudo técnico ambiental é de 2015. No cemitério de Sabaúna foi detectada a contaminação. A administração municipal informou que está desenvolvendo trabalhos de investigação.

Além desses, laudos de dois cemitérios foram solicitados à Prefeitura de Ferraz de Vasconcelos. Os três municípios realizaram, de janeiro a setembro deste ano, 4.429 sepultamentos.

Segundo a Prefeitura, o processo de licitação para contratar a empresa que fará o estudo ambiental de contaminação foi aberto em 2014, porque a administração municipal não conta não dispõe de equipamentos e nem de equipe especializada para desenvolver o estudo, mas não existe dotação orçamentária para a contratação. “Sendo assim não foi possível, por parte da Secretaria realizar mais nenhuma ação referente a este processo tendo em vista que a Prefeitura não possui recursos para a contratação. Este processo tramita no Departamento de Compras desde o ano de 2014”, informou a Prefeitura.

A multa para as prefeituras que não fizeram os planos de intervenção nos cemitérios contaminados pode ser de R$ 25,07 até R$ 100,2 milhões, ou seja, de 4 a 4 milhões de Unidades Fiscais do Estado de São Paulo (Ufesp).

Com Informações: G1 Mogi das Cruzes e Suzano

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