Pandemia obriga corte de 50% nos vencimentos dos padres da região
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Pandemia obriga corte de 50% nos vencimentos dos padres da região

Cada pároco recebe, em média, três salários mínimos (R$ 3.135,00) por mês

A Diocese de Mogi das Cruzes – responsável pelas igrejas católicas no Alto Tietê – enfrenta dificuldades sobre a contribuição financeira dos fiéis por conta da pandemia. A arrecadação vem caindo.
Por conta disto, e pelas dificuldades para manter a estrutura, os padres da maioria das 80 paróquias da região vão continuar com seus vencimentos reduzidos em 50%.
Cada pároco recebe, em média, três salários mínimos (R$ 3.135,00) por mês, segundo a diocese.
“A pandemia trouxe dificuldade econômica para todo o mundo. Com as igrejas não foi diferente”, apontou o bispo diocesano de Mogi das Cruzes, dom Pedro Luiz Stringhini.
“As arrecadações caíram. Os funcionários também tiveram redução de salários”, acrescentou.
Ele lembrou que as igrejas ficaram mais de dois meses fechadas. Recentemente retornaram com apenas 30% da capacidade.
“Fizemos, como todo o mundo, um sacrifício comum até que essa pandemia acabe”, acrescentou.
Segundo ele, esse retorno gradativo segue todas as normas de segurança estabelecidas pelas autoridades de saúde.
Com as igrejas e templos fechados por conta da quarentena, a internet e os meios digitais ajudaram a igreja a alcançar os fiéis durante a pandemia.
O número de pessoas, que acompanharam os atos litúrgicos transmitidos pela internet, cresceu expressivamente.
A dificuldade econômica não está restrita apenas à Diocese de Mogi. Reportagem da colunista Mônica Bergamo da Folha de S. Paulo mostrou que o arcebispo dom Odilo Scherer enviou uma carta aos bispos e padres de São Paulo para que eles voltem a coletar dinheiro dos fiéis nas igrejas “para repassar ao papa, à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e à própria arquidiocese”.
Segundo a reportagem, ao mesmo tempo, comunica que todos os religiosos seguirão com seus vencimentos reduzidos em 40%.
Como as igrejas estavam fechadas, coletas tradicionais não foram realizadas. Segundo dom Odilo, a CNBB orienta agora que “mesmo aquelas que estavam previstas para o primeiro semestre devem ser encaminhadas”.
Com Informações: Diário de Suzano
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