“O Outro Lado do Paraíso”: entenda por que amamentação cruzada é contraindicada
Foto: Reprodução Rede Globo

“O Outro Lado do Paraíso”: entenda por que amamentação cruzada é contraindicada

Novela mostrou uma das personagens dando o próprio leite para o filho de outra mulher, mas sem antes passar por um banco de leite ou processo de pasteurização, o que é fortemente condenado por conta dos riscos ao bebê

A novela “O Outro Lado do Paraíso” , da Rede Globo, transmitiu na noite desta terça-feira (27) uma cena em que a personagem Susy, vivida pela atriz Ellen Roche, promove a chamada amamentação cruzada, que é quando uma mãe amamenta o bebê de outra mulher, que normalmente apresenta dificuldade para amamentar ou não tem leite. Mas apesar da prática ter sido considerada uma boa ação na ficção, na vida real é fortemente condenada pelos especialistas.

Logo após a cena ser transmitida na televisão aberta, a Abenfo-RJ (Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras do Estado do Rio de Janeiro) divulgou uma nota de repúdio sobre a forma como a amamentação cruzada  foi retratada na novela.

“Tal prática traz riscos ao bebê, podendo favorecer a transmissão de doenças infectocontagiosas como o HIV/AIDS. Esta cena traz prejuízos incalculáveis à população, uma vez que dissemina ideias equivocadas ao público, não cumprindo seu papel social e missão em informar conteúdos de qualidade.”

Na manhã desta quarta-feira (28), o Cofen (Conselho Federal de Enfermagem) também divulgou uma nota de esclarecimento para alertar as mães de que a prática é contraindicada pelo Ministério da Saúde e Organização Mundial da Saúde.

O que fazer para ajudar?

De acordo com informações do site do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente, da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), a amamentação cruzada é contraindicada desde 1985, quando ocorreu um aumento significativo no número de pessoas com Aids.

Se uma mãe que tiver bastante leite quiser ajudar outra que tem problemas para amamentar, o recomendado é procurar por um banco de leite. Como explica o Cofen, o alimento passa por um rigoroso controle de qualidade e por um processo de pasteurização antes de ser oferecido aos recém-nascidos, sendo assim, o leite fica isento de qualquer da possibilidade de transmitir doenças.

Da mesma forma, uma mãe com dificuldades para amamentar ou que não tiver leite deve buscar por um banco de leite ou um especialista para saber a melhor forma de alimentar o bebê, já que a amamentação cruzada pode gerar muito mais riscos do que benefícios.

Fonte: Delas – iG

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