MP admite erro em investigação na Saúde de Mogi
Secretário Romildo Campelo Foto: Divulgação

MP admite erro em investigação na Saúde de Mogi

O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) admitiu ontem que houve erro na  informação divulgada referente à compra de álcool em gel em caráter emergencial pela Prefeitura de Mogi das Cruzes

O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) admitiu ontem que houve erro na  informação divulgada referente à compra de álcool em gel em caráter emergencial pela Prefeitura de Mogi das Cruzes. O alto valor citado pelo MP foi um dos motivos para a deflagração da operação Mercador da Morte no município.
Anteriormente, em nota divulgada anteontem, no dia em que a operação foi deflagrada, o MP afirmava que a Prefeitura comprou 540 unidades de álcool em gel de 5 litros a R$ 97.050,00, valor contestado pela administração municipal, que afirmou – apresentando as notas fiscais de compra – que o valor pago era de R$ 63.360,00. “O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) nos o informou que houve um erro ao passar o valor referente ao álcool em gel. O valor correto é R$ 63.360,00”, afirmou ontem o MP em nota à reportagem.
Na quarta-feira, o Gaeco deflagrou a operação em Mogi com o objetivo de apurar irregularidades nos contratos firmados em caráter emergencial. Foram cumpridos 16 mandados de busca na Prefeitura e na Secretaria Municipal de Saúde, com o apoio da Polícia Militar e do Ministério Público do Tribunal de Contas.
“Não é um erro pequeno, mexe com a honra e o nome das pessoas envolvidas”, iniciou o secretário chefe de Gabinete, Romildo Campello, que explicou à imprensa sobre a operação, ao lado da secretária de Assuntos Jurídicos, Dalciane Felizardo. “Tive acesso a nota do MP que tem um erro primário, gravíssimo, de uma informação que é pública desde março, já que estava no nosso Portal da Transparência.
Um erro que poderia ter evitado a própria investigação”, completou Campello, classificando a situação como “triste”. Entretanto, o MP reforçou que a investigação continua. Após levar cópias de documentos, computadores e celulares, o MP agora trabalha para analisar os dados do material coletado, mesmo porque, a investigação também apura a construção de 600 jazigos, ao valor de R$ 1.223.021,59.
Durante coletiva de imprensa realizada na noite da última quarta-feira, o Executivo mogiano esclareceu sobre este apontamento. Segundo a administração municipal, no início da pandemia, o Comitê Gestor da Covid-19 previu, no melhor cenário, um número mínimo de 180 óbitos e, no pior cenário possível, 1.800 mortes. O valor da tabela oficial para a construção das sepulturas, segundo a Companhia Paulista de Obras e Serviços (CPOS), é de R$ 2.110,00, cada jazigo, e o preço contratado foi de R$ 2.038,00, gerando uma economia de 4%.
Com Informações: Portal News
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