Faltas em exames e consultas aumentam a fila de espera em UBS’s do Alto Tietê
Foto: Reprodução/Prefeitura de Suzano

Faltas em exames e consultas aumentam a fila de espera em UBS’s do Alto Tietê

Em Suzano e Ferraz de Vasconcelos o índice de falta chega a 30%.

Quem depende dos serviços públicos sabe o quanto é difícil agendar uma consulta. Mas parte desse problema é causado pela própria população, que não aparece na data marcada. A vaga que poderia ser usada por quem realmente precisa é perdida. Por isso, é importante não faltar às consultas e avisar quando tiver imprevistos.

Em Suzano, a dona de casa Lúcia Mota precisou de alguns dias de tentativas para conseguir retomar a fisioterapia. As sessões são para aliviar os sintomas da artrite e artrose. “Foi coisa de um mês. O que demorou um pouquinho é para agendar a fisioterapia que está um pouco demorada, porque primeiro você agenda, aí você vem, para trocar a guia, para ir para a secretaria, aí tem que aguardar.”

Já no dia marcado a babá Joelma Ramos também estava no posto de saúde. Até porque se perdesse a consulta de rotina com o clínico geral, ela não saberia quando iria conseguir uma remarcação. “A gente não pode. Demorou tanto tempo aí devido a pandemia, então, tem que vir”.

Mas, enquanto uma parcela cumpre com os agendamentos, 30% dos procedimentos médicos deixam de ser feitos todos os dias, porque os pacientes não aparecem. E o pior sequer avisam. Isso traz consequências prejudiciais para o atendimento de outras pessoas. “Quando aquele paciente recebeu a vaga para ir para uma consulta e ele não vai, ele deixou que o próximo da fila fosse atendido. E às vezes em um caso que precisa de maior atenção”, explica a coordenadora do setor de regulação de vagas, Paula Oliveira.

Para evitar situações desse tipo, a Secretaria Municipal de Saúde criou mutirões de consultas e exames, em horários alternativos aos finais de semana. Na própria busca ativa, a pasta já orienta à população a comunicar a unidade de saúde sobre a desistência. “Se eles nos devolvem a vaga, liga para unidade fala assim: não posso ir. Não tem como, é um dia que eu vou trabalhar, a gente devolve ele para fila para uma data que ele possa ir e coloca outro paciente no local”.

O serralheiro Douglas Alves conhece a dificuldade de ter acesso à saúde, por meio do SUS. “Para não prejudicar os outros também, né? Então, é não ter atraso. Então, a gente tem que ser certinho. Eles sendo certinho, a gente sendo certinho, tudo flui bem.”

As ausências trazem prejuízos para os sistemas de saúde de todas as cidades, não só em Suzano. A coordenadora de atenção básica da Secretaria de Saúde de Ferraz de Vasconcelos, Claudineia Vieira, explica o município tem 13 unidades básicas de saúde, sendo que metade delas e de estratégia de saúde da família.

Ela aponta que o índice de faltas gira em torno dos 30%. “A gente tem os agentes comunitários que eles levam a guia na casa do paciente. Então, eles fazem esse trabalho de conscientização diário para falar para os pacientes ‘você vai conseguir ir, não vai’. Geralmente, quando o paciente avisa a gente que não vai, em tempo hábil, a gente vai pegar o próximo da fila que está aguardando e vai utilizar aquela vaga.”

Além dos agendamentos da rede municipal, a coordenadora diz que é feito um trabalho para evitar as faltas nos agendamentos da Cross, que é a central de regulação de vagas do governo do Estado.

Para evitar as faltas, ela afirma que são feitas ações educativas e mutirões desde setembro. “A gente está tentando reduzir essa demanda reprimida no município. A gente está trabalhando constantemente para diminuir isso. Temos trabalhado com o Estado para ter mais vagas nesses exames e diminuir essa demanda reprimida.”

Com Informações: G1 Mogi das Cruzes e Suzano

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