Daniel lança novo CD e comenta dominação do sertanejo nas rádios: “Precisamos de mais diversidade”

Projeto tem produção de Dudu Borges e composições de novos nomes da música nacional

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Daniel levou cinco anos para gravar um novo projeto de inéditas. Em um momento no qual o mercado exige o lançamento de novos trabalhos anualmente, o cantor vai na contramão dessa urgência e prefere trabalhar no próprio ritmo.

Foi para isso que há três anos ele resolveu tomar as rédeas da carreira. Em 2013, ele se desligou do escritório HRP, que gerenciava a agenda do músico há 22 anos. “Não posso abrir mão de fazer shows, que é isso que sustenta eu e toda a equipe que me auxilia. Mas queria trabalhar com menos correria. Uma coisa é realizar 22 shows quando a gente estoura, mas isso não pode durar para sempre”, analisa Daniel.

Essa decisão também foi tomada para o cantor passar mais tempo com a mulher Aline de Pádua e as filhas, Luiza e Lara.
“Sou muito privilegiado em poder equilibrar a carreira com a vida familiar. Isso cria um bem estar que é refletido no meu trabalho. Quando atuo com menos correira, sobra mais tempo para me dedicar aos detalhes dos meus discos e shows”, reflete.

No novo trabalho, Daniel usou esse conceito para gravar um projeto inspirado na sonoridade moderna do sertanejo, que conta com a participação de compositores da nova geração e o produtor mais requisitado do momento, Dudu Borges.

“Fizemos um laboratório com esses autores e gravei o CD com a banda tocando ao vivo no estúdio. Foi uma experiência nova. Registramos tudo isso em vídeo, para lançar um DVD em novembro”, adianta.

A sonoridade atual do novo disco é uma tentativa de Daniel renovar o público e se inserir na cena mais jovem do sertanejo.
“Precisamos nos adequar, mas sem perder a identidade. Para quem começou a carreira nos anos 80, isso é essencial. Tudo mudou desde então, inclusive a maneira de ouvir música. Quem não se adapta, perde espaço e relevância”, determina.

Sertanejo e reality

No ar atualmente como um dos jurados do The Voice, Daniel enxerga com bons olhos a diversidade dos artistas que se apresentam no programa.

O cantor inclusive acredita que a atração representa melhor o País do que a atual lista dos mais tocados nas rádios, composta essencialmente por sertanejos.

“Sempre quando algo dá certo no Brasil, faz sucesso até saturar. E isso cria um filtro natural no mercado. Nem todo mundo fica. Mas não gosto de monocultura. Tem rock, samba e axé de muita qualidade por aqui. E a mídia também precisa dar espaço para esses gêneros se fortalecer. Precisamos de mais diversidade”, reconhece.

Outros ares

A participação no programa não foi a primeira experiência de Daniel com a TV. O cantor teve dois momentos de sucesso como ator na década passada, com o filme O Menino da Porteira e  a novela Paraíso.

Mas apesar do êxito nas telas, Daniel não voltou a atuar nos últimos sete anos. Projeto para isso, o cantor não tem. Mas Daniel diz que as experiências despertaram nele a vontade de produzir um musical.

“Gosto de arriscar. Poder se permitir fazer algo novo é essencial. Um musical seria algo que me agradaria. Penso bastante nessa hipótese para o futuro”, conta.

Fonte: Pop R7

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