Sem Domingos Montagner, Velho Chico vira um exercício de tristeza

Velho Chico virou um puro exercício de tristeza e melancolia

velho

Esta novela das nove da Globo tem como uma de suas características o tom meio sombrio, com algumas cenas escuras. A trilha sonora também vai pelo mesmo caminho: mostra dramaticidade, densidade e tem força suficiente para causar vários sentimentos conflitantes em quem ouve suas músicas.

Agora, depois da morte de Domingos Montagner, Velho Chico virou um puro exercício de tristeza e melancolia. Ela, que já não era um novela alegrezinha, ganhou contornos ainda mais tensos após o acontecimento. Assisti-la, nesse momento, é algo que proporciona uma experiência diferente. É raríssimo um programa perder seu protagonista dessa maneira e, do jeito que foi, é uma coisa praticamente inédita na TV brasileira. Claro, tivemos outros casos de atores que morreram durante novelas, mas não como Montagner: ele estava no auge, seu personagem era extremamente importante e ganhou mais força ainda durante a exibição.

Assim, ver Velho Chico agora é triste: não há como não notar que falta alguma coisa ali. Santo praticamente sumiu da tela desde a morte de Domingos. Sua ausência — e a lembrança de sua morte — é ressaltada a todo momento, seja pela trilha sonora ou mesmo pela imagem do rio São Francisco, que teima em aparecer a toda hora em nossa tela. A sensação é estranha porque, ao mesmo tempo em que as imagens das águas são bem bonitas, não dá para deixar de pensar que o ator morreu próximo dali.

Domingos vai aparecer de novo na novela fisicamente e também de uma outa maneira: com os atores olhando e falando para a câmera, como se Santo estivesse em cena. Será homenageado e lembrado. Mas ver Velho Chico virou um exercício triste.

Fonte: Blog Odair Braz Jr.

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