São Sebastião inaugura memorial em homenagem às 18 vítimas mortas em acidente na Mogi-Bertioga
Foto: Pedro Melo/ TV Vanguarda

São Sebastião inaugura memorial em homenagem às 18 vítimas mortas em acidente na Mogi-Bertioga

Acidente com ônibus que transportava universitários matou 17 estudantes e o motorista há dois anos na SP-98.

São Sebastião inaugura nesta sexta-feira (8) um memorial em homenagem às 18 vítimas mortas em um acidente com um ônibus na Mogi-Bertioga (SP-98). Dois anos após a tragédia, as famílias dos 17 universitários e do motorista ainda tentam superar a dor da perda e lutam na Justiça pela condenação da empresa responsável pelo transporte – a União do Litoral. O memorial foi erguido na Barra do Una, bairro que abrigava a maior parte das vítimas.

O acidente foi na noite do dia 8 de junho de 2016, quando o ônibus capotou e bateu em uma rocha às margens da rodovia. O coletivo transportava estudantes de universidades de Mogi das Cruzes para São Sebastião, no litoral norte de São Paulo. Com o acidente, 17 estudantes morreram, além do motorista. Outros 28 ficaram feridos.

O acidente comoveu a cidade e foi decretado luto oficial. À época, os corpos foram velados em velórios comunitários em quadras da cidade. Centenas de pessoas foram aos locais e realizaram cerimônias em homenagem às vítimas.

Otacílio Pereira, pai de Rita de Cássia, que morreu no acidente, afirma que o cenário de dor ainda é o mesmo. A estudante de enfermagem tinha 19 anos na época do acidente e era a filha única do casal.

“Eu e minha esposa deixamos de viver. Passaram dois anos, mas aqui em casa é como se a gente acabasse de receber a notícia. Permanecemos sem chão”, conta o pai de Rita, uma das vítimas.

A peça do memorial carrega uma placa com os nomes das 18 vítimas do acidente, cercada por 18 pilastras que representam as vítimas. O memorial será lançado às 17h com uma missa na capela Nossa Senhora do Carmo, no Barra do Una. Familiares e amigos das vítimas vão se reunir para prestar homenagens.

“Sempre fizemos de tudo pelos nossos filhos enquanto eles estavam vivos, então também achamos muito justo fazer esse monumento agora, para homenageá-los”, afirma Jairo Viana, pai da vítima fatal Guilherme Mendonça – estudante de design gráfico de 19 anos.

No último ano a tragédia também foi lembrada. Em oito de junho uma placa com os nomes dos estudantes foi fixada no trecho da rodovia onde houve o acidente.

Justiça

Um laudo da época apontou que o acidente foi causado por falha mecânica. O ônibus tinha problema no tambor de freio. A empresa responde na justiça pelo acidente e a dona e um funcionário da União do Litoral foram indiciados pelo capotamento.

Segundo o advogado das famílias, José Beraldo, uma audiência criminal contra a empresa está marcada para agosto.

Além do processo, 12 famílias foram à justiça por indenizações contra a empresa por suas perdas. De acordo com o advogado, duas famílias conseguiram decisões favoráveis da justiça e uma delas conseguiu um acordo com a empresa. Os valores não foram divulgados. Os demais casos ainda estão em tramitação.

Outro lado

Por nota, a União do Litoral informou que vem investindo na segurança dos coletivos e nega as acusações de que a falta de manutenção teria ocasionado o acidente.

“A União do Litoral lamenta profundamente o trágico acidente ocorrido na estrada Mogi-Bertioga que completa dois anos em 08 de junho deste ano e reafirma sua política de portas abertas e total transparência, mantendo-se à disposição. Mas, como vem sendo feito desde o acidente, continuará mantendo uma linha de discrição em respeito às famílias das vítimas”, completou.

Com Informações: G1 Vale do Paraíba e Região

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