Reunião discute soluções para melhorar segurança na Escola Raul Brasil em Suzano
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Reunião discute soluções para melhorar segurança na Escola Raul Brasil em Suzano

Representantes da Polícia Civil, do governo do Estado, Diretoria de Ensino, pais, alunos e a direção da Escola Raul Brasil se reuniram em Suzano para discutir segurança.

Representantes da Polícia Civil, do governo do Estado, Diretoria de Ensino, pais, alunos e a direção da Escola Raul Brasil se reuniram em Suzano para discutir segurança.

O encontro foi no pátio da escola e durou quase 3 horas na noite de quarta-feira (3).

Quase um mês depois do massacre, os alunos ainda estão assustados. No dia 13 de março, um massacre matou sete alunos e funcionários do colégio e deixou 11 feridos.

“Na hora que eu vi a escola eu lembrei. E toda hora que eu venho eu lembro. Eu vi e toda vez que vou lá eu penso que pode acontecer novamente”, afirmou Pedro Mendes de 13 anos que é aluno do Centro de Línguas.

Pedro Mendes de Souza Filho acompanhou o neto e não gostou do que viu na escola. “Eu acho tudo muito vulnerável. Eu tinha uma visão que seria mais segura.”

Os pais que participaram da reunião não gostaram do resultado do encontro. “Não deram exemplo, só falaram que vão reforçar a segurança. Não falaram se vai ser empresa privada ou segurança pública. Que vai ter uma triagem para entrada na escola. Mas não deram prazo”, afirmou Leandro Barbosa que tem um filho que estuda na unidade.

Andréia Pena é mãe de uma aluna da Raul Brasil e também foi conhecer as propostas. “Explicaram que existe a ideia de melhorar a segurança da escola, arrumar o portão e não que será de imediato, mas existe essa ideia. Achei que estão empenhados e espero que façam.”

Outra preocupação dela é o retorno ao conteúdo acadêmico. “Eu acho que está na hora de voltar às aulas. Já passou e o pessoal entendeu. Isso me preocupa. Não tem professor, não está tendo aula.”

A falta de estrutura relacionada ao atendimento psicológico também preocupa. “Segundo eles, os psicólogos estão vindo todos os dias. Mas os alunos dizem que não, que só vieram duas vezes.Eu não precisei e nem meu filho. Então não procurei. Mas os outros alunos falam isso”, afirmou Jonise Fernandes que é mãe de um aluno da unidade.

O delegado Seccional de Mogi das Cruzes Jair Barbosa Ortiz destacou que a Polícia Civil, a Polícia Militar e Guarda Civil Municipal (GCM) estão em conjunto procurando soluções para oferecer mais segurança. “A partir de agora vamos ampliar o nosso monitoramento nas redes sociais. Fatos como este não teriam acontecido ou haveria possibilidade de minimizá-los acompanhando redes sociais. E pedimos às famílias que auxiliam a polícia e o Estado na medida que fatos como esses podem ser observados pelos pais antes do acontecimento.”

Na quarta-feira durante o dia, os pais tiveram reuniões na escola, pedindo uma comunicação melhor com a direção.

Eles pediram divulgação de informações sobre a volta às aulas, faltas e calendário de provas.

A Polícia Civil informou ainda, que já tem novos suspeitos.

A produção do Diário TV pediu e aguarda uma posição da Polícia Militar para saber o motivo de nenhum representante ter participado da reunião.

Sobre o atendimento psicológico, a Prefeitura de Suzano informou que é só procurar uma unidade básica de saúde pra fazer a triagem.

A Secretaria Estadual da Educação informou que a escola conta com a presença constante de psicólogos para atendimento dos alunos e que retorno ao conteúdo regular das disciplinas já aconteceu.

A pasta destacou que isso acontece sempre respeitando o tempo dos alunos e também buscando atender aqueles que querem as aulas.

A Secretaria disse ainda que ficará em contato constante com a comissão de pais e mães que foi formada.

Os canais de comunicação serão feitos via whatsapp e email.

Com Informações: G1 Mogi das Cruzes e Suzano

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