Região registra seis casos de leishmaniose

Região registra seis casos de leishmaniose

Os municípios de Mogi das Cruzes e Suzano registram casos de leishmaniose, segundo os dados informados pela Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), órgão da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo

Os municípios de Mogi das Cruzes e Suzano registram casos de leishmaniose, segundo os dados informados pela Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), órgão da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Somente em Suzano quatro casos foram diagnosticados neste ano. Já em Mogi, dois casos foram apontados. Nas demais cidades do Alto Tietê não foram registrados casos.
Durante 2016 e 2017, nenhum caso foi registrado em Mogi. Já neste ano, dois cães foram diagnosticados com a doença. Conforme explicou o veterinário Jefferson Renan Araújo Leite, a leishmaniose é transmitida pelo mosquito (Lutzomyia longipalpis). “Este é um inseto que causa uma série de problemas, especialmente em cães, mas também pode ser transmitido para humanos”, disse.
Dentre os sintomas nos cachorros, está o emagrecimento do animal e costuma surgir descamação e úlceras na pele. Já nos humanos, a doença pode causar fraqueza, febre, diarreia, redução da imunidade, calombos no couro cabeludo e também descamação na pele. A doença, nos dois casos, poderá levar o infectado a óbito.
Muitos fatores podem ter levado o crescimento das ocorrências na região, como relatou Leite. “Esta é uma doença rural, os insetos se proliferam em ambientes com matéria orgânica. Folhagens e fezes podem atrair o vetor. Um dos motivos que se deu o crescimento dos casos pode ser que o transmissor se adaptou ao ambiente urbano. A expansão imobiliária e o desmatamento são outros fatores que também contribuirão com este aumento”, contou.
Para a prevenção, a limpeza de locais com matérias orgânicas é extremamente necessária. “Há uma série de fatores que contribuem para a prevenção, como aumentar a isolação dessa região que tem folhagens, podar as árvores e limpar o solo. Em animais, uma coleira de repelente ajuda também”, comunicou o veterinário.
Já para o tratamento, Leite ressaltou que “existe um tratamento, mas é com drogas usadas há 50 anos. Elas não eliminam totalmente o protozoário, mas há uma melhora clínica”.
Em Suzano, quatro casos foram registrados de leishmaniose. Todos os cães diagnosticados foram do mesmo proprietário. Nos casos de leishmaniose canina, a doença só pode ser transmitida aos humanos por meio do mosquito palha. Segundo informou a Prefeitura, “tal inseto não é observado há pelo menos uma década”.
Em Poá, Arujá e Ferraz de Vasconcelos não foram registrados casos este ano. Somente em 2017, de acordo com a Vigilância Epidemiológica, órgão vinculado a Secretaria de Saúde de Ferraz, apenas um caso foi diagnosticado.
Com Informações: Portal News
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