ONG para fiscalizar gastos públicos inicia atividades no Alto Tietê

A entidade conta com 43 membros de Mogi das Cruzes, Suzano, Ferraz de Vasconcelos,Itaquaquecetuba, Poá e até Guarulhos.

TRANSPARENCIA

A ONG Grita Alto Tietê inicia, nesta quarta-feira (19), suas atividades nas dez cidades da região, além de Guarulhos. A organização, que já conta com 43 membros, tem como objetivo fiscalizar os gastos públicos e denunciar aos órgãos competentes contratos, licitações e compras suspeitas. A partir das 18h30 fará seu lançamento oficial à população no auditório da Câmara de Mogi das Cruzes.

De acordo com um dos fundadores, Álvaro Nicodemus, a ONG é apartidária e sem fins lucrativos e contará com uma plataforma de denúncias que poderão ser usadas pela população. “Temos e-mail e também teremos um site onde as pessoas podem sugerir, inclusive anonimamente, algum gasto suspeito dos órgãos públicos municipais. Nós checamos a denúncia, solicitaremos informações e, se a resposta não for convincente, denunciaremos ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas. Há casos em que caberá até mover uma ação popular”, explicou. Com isso, o grupo pretende aumentar a transparência nos trâmites que envolvem dinheiro público.

A entidade conta com 43 membros de Mogi das Cruzes, Suzano, Ferraz de Vasconcelos,Itaquaquecetuba, Poá e até Guarulhos. A intenção é de que pessoas de Arujá, Biritiba-Mirim,Guararema e Salesópolis também se inscrevam. A ONG é formada pela sociedade civil. “Qualquer pessoa que esteja interessada em acompanhar os gastos públicos e manter a transparência pode procurar a ONG. Temos alguns membros que são advogados, o que ajuda na análise dos contratos, por exemplo. Todo conhecimento é bem-vindo”, destacou.

O grupo de mogianos decidiu criar a ONG após apresentar algumas denúncias que foram acatadas pelo Ministério Público, que recomendou medidas práticas do órgão denunciado, como no caso do nepotismo cruzado entre a Prefeitura e a Câmara de Mogi das Cruzesx, por exemplo. “Muitas coisas passam despercebidas, e muitas possuem fundamento. O caso do nepotismo é um exemplo. Uma pessoa comum denunciou e, de fato, havia um problema que está sendo resolvido. A ideia é ampliar isso para a região, porque sabemos que outras prefeituras possuem situações semelhantes”.

Nos primeiros quatro anos, a ONG será presidida por Paulo Ricardo Alves Ramalho, que faz parte do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública de Mogi das Cruzes (Sintap). “Recebemos muitas denúncias no sindicato que não possui competência legal para dar andamento nas denúncias. A ONG será esse canal, porque não temos interesse de misturá-lo com questões políticas”, afirma.

O estatuto da entidade prevê, inclusive, regras para evitar cunho político nas denúncias. “Com a aproximação do período eleitoral no ano que vem, definimos como regra que se algum membro se candidatar a qualquer cargo, tem que se afastar da ONG seis meses antes da candidatura”, detalhou Paulo.

As denúncias de supostos gastos irregulares podem ser encaminhas para o e-mail gritaaltotiete@hotmail.com. O lançamento da entidade será no auditório Tufy Elias Anderi, nas dependências da Câmara de Mogi, que fica na avenida Vereador Narciso Yague Guimarães, 381 – Centro Cívico. O evento começa às 18h30 e qualquer pessoa pode participar.

Fonte: G1 Mogi das Cruzes e Suzano

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