ONG doa perucas para pacientes em tratamento de câncer, em Mogi das Cruzes

Projeto é da ONG Cabelegria e deve estacionar no hospital nas próximas quintas-feiras.

O caminhão da ONG Cabelegria estacionou no Hospital Luzia de Pinho Melo, nesta quinta-feira (27), em Mogi das Cruzes. Há mais de três anos a ONG busca ajudar mulheres diagnosticadas com câncer e que estão em tratamento.

A co-fundadora da ONG, Mariana Robrahn, explica que uma das primeiras coisas que uma mulher pensa quando descobre que está com câncer é que vai perder o cabelo. “A gente atende crianças que deixam de ir para a escola, mulheres que largam a vida social porque não querem mais sair na rua careca. O Cabelegria surge exatamente por isso. Para que não seja um problema durante o tratamento”.

Um dos objetivos do projeto é aumentar a autoestima das mulheres para que possam encarar o período do tratamento. Essa é a segunda vez que o caminhão da ONG estaciona no hospital. Para a supervisora do serviço social do hospital, Giovana Féliz Martins, ações como a da ONG são fundamentais durante o tratamento.

“Muitas vezes as mulheres começam o tratamento de uma forma muito pessimista. Quando a gente realiza essas ações, as mulheres ganham autoestima, ficam mais felizes e encaram o tratamento de uma forma diferente”, conta.

A supervisora conta ainda que, muitas vezes, as pessoas pensam em desistir quando os efeitos da quimioterapia ficam mais evidentes e a chance de enfrentar o espelho por um novo ângulo é um incentivo para continuarem.

 Nesta quinta-feira, a ONG fez a doação de 30 perucas para pacientes que fazem o tratamento no setor de oncologia do hospital, entre elas, a paciente Rayme Juliana Arruda, de 26 anos. Ela foi diagnosticada no ano passado com câncer de mama. Desde janeiro, quando a quimioterapia ficou mais intensa, ela perdeu os cabelos. Quando se olhou no espelho usando a peruca ficou feliz.

“Foi um momento muito emocionante, fiquei alegre e voltou a autoestima. Sinto-me com 18 anos”, brinca.

A Girleia de Jesus Silva também ganhou um novo visual. “Adorei a peruca meio loira. Meu cabelo está nascendo meio ruivo”, diz. Apesar de ter adorado as novas madeixas, ela conta que o câncer a ensinou a ver a vaidade de outro jeito: a enxergar a beleza que realmente importa.

“Quando se passa por uma situação igual a essa, quando não se tem a beleza física, muitas vezes as pessoas olham e comentam que estou linda, mas o que está lindo é o que se é, o que vem de dentro”, finaliza.

O caminhão da ONG vai estacionar no Hospital Luzia de Pinho Melo às quintas-feiras.

Com Informações: G1 Mogi das Cruzes e Suzano

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