MOGI – Material contaminante é encontrado em área de mineradora na cidade, diz polícia
Foto: William Tanida/ TV Diário

MOGI – Material contaminante é encontrado em área de mineradora na cidade, diz polícia

Segundo a polícia, no local há materiais hospitalares e outros resíduos. Ação começou por causa de investigação do Ministério Público.

Policiais da Delegacia Ambiental encontraram nesta terça-feira, 24, material contaminante na área de uma mineradora no Distrito de Brás Cubas em Mogi das Cruzes. Segundo a polícia, no local estão materiais hospitalares e outros resíduos e o descarte é irregular.

O delegado Francisco Del Poente informou que ação é resultado de uma operação do Ministério Público com a participação da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), Prefeitura e Delegacia do Meio Ambiente.

O promotor público Leandro Lippi explicou que a ação desta terça-feira não gerou nenhuma prisão e nem o embargo da área.

Ele afirmou que o Ministério Público vai continuar alertando a Justiça sobre o perigo ambiental que o terreno da mineradora representa.

Lippi destacou que desde 2015 existe uma batalha judicial com a empresa responsável pela área.

De acordo com o promotor, a empresa fez um acordo com o Ministério Público para recuperar essa área, mas ele não foi cumprido. “O último pedido do MP à Justiça em relação a área foi uma inspeção feita em maio desse ano, mas ele foi indeferido pelo juiz da 2ª Vara de Família de Mogi, mas o Ministério Público recorreu. Buscamos a suspensão das atividades e a interdição do local, tendo em vista o aumento significativo da degradação ambiental e o depósito de resíduos sólidos perigosos.”

O promotor alertou que a empresa tem uma licença de operação, mas ela está vencida.

Segundo Lippi, a Cetesb já emitiu um parecer desfavorável a essa licença. “Essa licença de operação que a empresa se escora é para o início da propriedade. E eles ampliaram essa atividade sem ter em nenhum momento uma autorização para o depósito desses resíduos perigosos, principalmente avançando nessa área, chegando inclusive a Área de Proteção Ambiental (APA) do Rio Tietê onde tem queima da vegetação e constatamos o depósito de óleo e resíduos químicos contaminantes.”

De acordo com Del Poente, o local pertence a uma mineradora e é objeto de um litígio judicial e de uma ação da Cetesb.

“O que ocorre nesse momento é que está havendo atividade poluidora com descarte de material contaminante. Inclusive material hospitalar e outros resíduos, como borra de alumínio e até lixo. A Cetesb faz o levantamento do grau poluente desse material”, explica Del Poente.

Segundo o delegado, inicialmente a polícia vai registrar um termo circunstanciado, fazer a apreensão de cinco máquinas e um caminhão e uma perícia na área.

“O cheiro é forte, o material é altamente poluente. São produtos químicos e hospitalares e parece lixo doméstico. A área precisa ser recuperada e não pode ser usada como aterro sanitário clandestino”, destaca o delegado.

Del Poente completou que por enquanto ninguém foi preso e que haverá a instauração de um inquérito.

A Cestesb, que acompanha a ação no local a pedido do Ministério Público, informou que posteriormente vai divulgar os resultados da vistoria técnica.

Com informações: G1

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