MOGI – Câmara Municipal avança no debate sobre regulamentação da atividade de flanelinha na cidade
Foto: Câmara Municipal de Mogi das Cruzes (CMMC)

MOGI – Câmara Municipal avança no debate sobre regulamentação da atividade de flanelinha na cidade

Comissão Especial de Vereadores vai se reunir pela terceira vez, agora com as polícias Civil e Militar e entidades ligadas ao comércio.

A Comissão Especial de Vereadores (CEV) criada na Câmara Municipal de Mogi das Cruzes a fim de debater a regulamentação da atividade de flanelinha na cidade avança na manhã desta quarta-feira (25) na discussão sobre o assunto.

Desta vez em uma reunião com representantes das polícias Militar e Civil, da Associação Comercial e do Sindicato do Comércio Varejista de Mogi e Região (Sincomércio). Este é terceiro encontro da CEV.

A primeira reunião foi realizada com os parlamentares da casa, a fim de definir as diretrizes do trabalho. Já no segundo encontro foram ouvidos os secretários municipais de Desenvolvimento e Segurança, Clodoaldo de Moraes e Paulo Roberto Madureira Sales, respectivamente.

“A conversa com eles foi importante porque o desenvolvimento é que vai cuidar da atividade e o de segurança porque tem uma experiência na abordagem dessa população nos diversos anos que ficou na polícia, e também porque fez um levantamento dos flanelinhas na cidade e viu que a maior parte nem daqui é. Eles vêm de trem, pegam o dinheiro e vão embora, muitos até para usar drogas”, conta o presidente da CEV, vereador Marcos Furlan.

Nesta quarta-feira, a ideia é ouvir a opinião tanto dos setores de segurança quanto dos comerciantes, que são impactados diretamente pelos flanelinhas.

Segundo o vereador, hoje a polícia só pode agir contra a atividade se alguém registrar um boletim de ocorrência. Já os comerciantes lidam com a cobrança por vezes ostensiva dos flanelinhas aos clientes.

“A ideia não é criar uma nova atividade na cidade e aumentar o número deles aqui, mas sim determinar as áreas em que podem atuar, e de acordo com as determinações, de modo que as pessoas sintam-se à vontade para parar em qualquer lugar da cidade sem esses aborrecimentos”, explica o vereador.

As regras ainda estão sendo definidas e, depois do encontro desta quarta, os próximos passos devem ser as visitas às cidades do interior de São Paulo e até Goiânia (GO), onde a atividade já é regulamentada.

No entanto, segundo Furlan, a pessoa deverá morar em Mogi, passar por capacitação, trabalhar apenas na área delimitada pela Prefeitura e caberá ao motorista decidir se dará alguma gorjeta ou não.

“Na verdade, vai ser como uma espécie de vendedor ambulante, ele vai ter a licença para atuar, mas não terá um vínculo direto com a Prefeitura e também não pode obrigar as pessoas que estão no espaço. Além disso, vai permitir também da polícia autuar aqueles que não estão de acordo”, pontua.

Com informações: G1

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