Ministro Marco Aurélio Mello concede liminar para volta de Zé Pirueiro à Câmara
Foto: Ricardo Bittiner

Ministro Marco Aurélio Mello concede liminar para volta de Zé Pirueiro à Câmara

Parlamentar ficou preso por mais de um ano por suspeita de elo de facção criminosa e transporte complementar. Ele reassumiu nesta quarta-feira (11), a cadeira de Jaime Siunte (PTB). 

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, concedeu liminar permitindo o vereador José Carlos de Souza Nascimento (PTB), o Zé Pirueiro, em exercer as funções legislativas na Câmara de Suzano. Ele reassumiu nesta quarta-feira (11), a cadeira de Jaime Siunte (PTB).

De acordo com o advogado Dario Resigner, responsável por defender Zé Pirueiro, o STF viu que não havia provas suficientes para manter o vereador preso e, principalmente, que o tempo privado do mandato “era muito extenso para quem não tinha uma sentença”.

O advogado comemorou a decisão do STF e falou em “sentimento de justiça” no caso. “Ele estava sendo privado do direito dele sem provas. Estive com ele há pouco e está muito feliz, principalmente pelo fato de poder voltar a trabalhar. Ele vivia uma angústia e está muito empolgado”, afirmou o advogado.

O caso

O parlamentar ficou preso entre fevereiro de 2018 e março de 2019 após uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

A investigação realizada pelo Ministério Público (MP) descobriu elo entre uma facção criminosa e o transporte complementar de vans em Suzano. A suspeita do envolvimento do legislador suzanense surgiu a partir de escutas telefônicas permitidas pela Justiça na época.

O processo segue em andamento e, segundo Resigner, faltam fases a serem cumpridas. No entanto, ele se mostrou otimista com a absolvição do parlamentar. “Está pendente de julgamento. Estamos convictos de que Zé Pirueiro será absolvido”, disse o advogado.

O vereador foi solto em março deste ano pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Segundo o advogado, na época, o tribunal alegou falta de provas, afirmou que a prisão foi “desnecessária” e que o tempo em que o parlamentar ficou detido foi “muito extenso”.

Sobre a prisão de Zé Pirueiro em 2018, Resigner afirmou que a acusação foi motivada por uma época em que os políticos “eram todos considerados suspeitos”. Após a decisão do STJ, o vereador ficou solto, mas não pôde exercer a função durante nove meses. “Não concordamos com a decisão. Lutamos para restabelecer liberdade no STJ. Não existia nenhuma prova daquele caso”, afirmou o advogado.

Com Informações: Diário de Suzano

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