Luiza Possi mergulha no pop eletrônico em LP

Estava cansada de ouvir: ‘terminei o namoro e fiquei escutando você'”, explica Luiza, tranquila e consciente das mudanças.

luiza

A cantora Luiza Possi desejava aproximar o seu trabalho dos sons das baladas e do cotidiano em São Paulo, onde voltou a viver em  2010. Surgiu, assim, LP, novo disco lançado de modo independente no mês passado, que tem dez faixas e evidencia a influência do pop eletrônico na fase atual da sua trajetória.

“Busquei uma evolução, sem tanta expectativa, criando uma unidade entre o meu CPF e o meu CNPJ. Entre o que é a música para mim e o que eu canto para as pessoas. Estava  cansada de ouvir: ‘terminei o namoro e fiquei escutando você'”, explica Luiza, tranquila e consciente das mudanças.

Para isso, ela correu atrás de referências tanto do pop internacional como local, contando  com o auxílio de quem tem conhecimento de causa nesse assunto: o produtor e DJ Rodrigo Gorky, do Bonde do Rolê e do duo Fatnotronic. “Queria que a música fosse uma só, para se divertir e para  cantar. E me abri muito para o universo do Gorky”.

A experiência acumulada no Laboratório Luiza Possi (Lab LP), canal no YouTube em que a cantora interpreta canções  de diferentes compositores, também contribuiu decisivamente no resultado. “O Lab foi a escola de LP, que só existe porque eu me permiti misturar instrumentos acústicos com bateria eletrônica e  cantar de outras  maneiras”, diz.  Tal projeto teve tanta relevância nos contornos da obra, que, logo após apresentar o álbum para o mundo, Luiza fez um Lab dedicado especialmente ao   disco.

Alto-astral

Nas letras das faixas, nada de fossa ou deprê. Ela  escolheu músicas “pra cima”, adornadas por  arranjos que misturam sons   eletrônicos e pitadas orgânicas com a  sua voz suave, a exemplo da autoral Sigo,  parceria com Gorky e Arthur Gomes, e Você Tem O Dom, de Yuri Drummond e  Gomes. Também gravou    O Meu Amor Mora No Rio, de Pélico,  Como Eu Quero, do   Kid Abelha, e Aventura, parceria com o pagodeiro Thiaguinho. A faixa Insigth, do paraense  Jaloo, já havia sido  lançada em videoclipe no início deste ano.

Ou seja,  Luiza transita por  espaços variados da música feita no país. “Eu sou a primeira a levantar essa bandeira do não preconceito, do  poder coexistir. As pessoas fazem música boa independente dos  estilos diferentes”, opina.

LP   foi gravado no conforto e  aconchego de casa. Cansada da pressão dos estúdios, a cantora preferiu criar na intimidade,    “sentada no sofá”. “Não queria aquele clima de ter que acabar logo. Fizemos  com   tranquilidade, mas também porque era possível tecnicamente”.  Nos intervalos do  registro, a sua  playlist era embalada por     Flora Matos, Justin Bieber,  Drake,  Justin Timberlake, Rihanna e Silva.

O álbum  expõe com nitidez o afastamento de Luiza das sonoridades da Música Popular Brasileira (MPB), que marcaram outrora a sua discografia. Contudo, ela defende que o seu trabalho, sobretudo na TV, ultrapassa os limites da MPB, demandando incursões pelo universo  pop. “A minha imagem ficou muito maior do que o nicho da MPB, que é um trabalho pequeno. É apenas uma fatia do bolo, comparado à  televisão”, completa.

Fonte: Portal A Tarde

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