Lucas Silveira lança memórias musicadas

O livro conta ainda com outra expressão artística de Lucas Silveira, as ilustrações.

LUCAS FRESNO

Não saber lidar. Para Lucas Silveira, vocalista da banda Fresno, essa não é uma sensação incomum. Tanto que foi escolhida como tema central do livro Eu Não Sei Lidar, estreia do músico na literatura.

Publicado pela Editora Dublinense, o trabalho apresenta 16 capítulos, cada um encabeçado por uma música composta por Lucas. A introdução é  o mote para uma série de reflexões sobre momentos vividos pelo autor e que originaram canções.

A ideia de escrever um livro surgiu há cerca de dois anos, mas era incerta. “Eu não sabia qual enfoque daria”, explica o agora escritor. Foi quando um amigo, dono da Editora Dublinense, sugeriu que ele escrevesse sobre suas músicas.

Emoções intensas

“Minha característica musical é não ser leve. O livro não poderia ser diferente”, aponta o compositor. A carga emocional pesada começa desde o título da obra. Lucas, como ele mesmo define, não sabe lidar, e é só a partir da música que consegue se expressar. “Cada um se vira da sua maneira”, comenta.

“É bem difícil alguma coisa que eu vivi não ter virado música”, explica. Assim, mais do que falar sobre sua vida pessoal, o artista usa do drama para relevar a história por trás das suas canções.

A ordem das lembranças não é cronológica. O vocalista da Fresno segue uma lógica quase aleatória na hora de discorrer sobre as  canções. Isso, segundo ele, é “para não ficar com aquela cara de autobiografia”, o que Lucas julga ser muito cedo para escrever.

Fã de poetas como Álvares de Azevedo e Castro Alves (seu apelido na escola), Lucas aponta que a maior parte das suas referências para o livro veio da própria música – linguagem que domina Eu Não Sei Lidar – por meio da poesia de nomes como Renato Russo.

O livro conta ainda com outra expressão artística de Lucas Silveiras. Ao longo dos capítulos, o leitor se depara com ilustrações  do músico e escritor, que não parece querer largar a literatura. “O próximo passo para mim é começar a escrever uma ficção”.

Fonte: Portal A Tarde

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