Fechamento de passarela prejudica comerciantes próximos da estação de Suzano

Passagem de pedestres foi desativada e o comércio sentiu os reflexos na queda do movimento.

Os comerciantes que trabalham nas ruas próximas da antiga passarela da estação da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), em Suzano, estão pensando em fechar as portas. O motivo foi a desativação da passagem de pedestres, que contribuiu para a queda do movimento.

Aguinaldo Assis de Oliveira lembra que o local era muito movimentado. “Parecia uma Rua 25 de Março com muita gente. O comércio funcionava e tinha polícia também na rua. Hoje só tem ladrão e não tem polícia.”

Atualmente, a rua está praticamente deserta. Quase todas as lojas fecharam. Poucas resistem à falta de clientes. Mesmo assim, Celia Bassi continua com o salão de beleza. “A maioria era cliente antigo, mas muitos eram de oportunidade: quando passava e estavam desocupados, vinham.”

Para os comerciantes, a mudança no local de embarque no trem é o que diminuiu o movimento. A situação também se repete na Rua Benjamim Constant. Cléio Nieto vende artigos para presentes há 20 anos no mesmo ponto e viu o movimento cair em 70%. “É um absurdo, não tem como a gente continuar trabalhando aqui. No começo do mês é só despesa e para a nossa sobrevivência pessoal, a gente vai cortando tudo. Se não conseguirmos o acesso da passarela, vamos ter que fechar.”

Flávio Henriques Nunes até diminuiu o espaço na loja. Mesmo assim, ele ainda continua com prejuízos, já que poucas pessoas procuram pelo seu comércio. Ele disse que já procurou a Prefeitura, pedindo que a passarela volte a funcionar, mas até agora não teve retorno. “Ninguém sabe mais o que fazer. Se eles tivessem feito um estudo nós teríamos, pelo menos, a chance de poder mostrar essa insatisfação.”

Com o fechamento da passarela, quem precisa dar a volta, percorre um caminho de, aproximadamente, 1 quilômetro.

Jones Marinho de Souza está insistindo em manter a loja, mas diminuiu a quantidade de mercadorias. “As prateleiras estão vazias e, se eu for repor, vão vencer as mercadorias. Eu não estou conseguindo pagar praticamente nada. Do jeito que está, eu vou acabar fechando as portas também.”

 A CPTM disse que apresentou o projeto de implantação da nova passarela para a Prefeitura de Suzano, no dia 14 de fevereiro. O convênio proposto prevê que a companhia ficaria responsável pelo projeto e implantação, enquanto a administração municipal assumiria o custo com as desapropriações.

Já a Prefeitura de Suzano informou que foram feitos estudos, que apontam que o custo das desapropriações ficaria maior do que o custo da obra da passarela, o que é inviável pro município. Por isso, as desapropriações deveriam ser responsabilidade da própria CPTM.

A Polícia Militar disse que a estrutura do policiamento foi reforçada e também lembrou da necessidade do registro do boletim de ocorrência.

Com Informações: G1 Mogi das Cruzes e Suzano

 
 

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