Fã que visitava túmulo de Cristiano Araújo diariamente se muda após ameaças

A fã Eliane Brandão assumiu o compromisso de limpar e arrumar o local sem receber nenhuma ajuda financeira. Ela diz que fazia isso por admiração ao ídolo

FA2

Há cerca de um ano, Eliane Brandão fã apaixonada de Cristiano Araújo se mudou de Brasília para Goiânia na intenção de visitar diariamente o túmulo onde está enterrado o cantor, que morreu em 26 de junho de 2015. O acidente de automóvel que tirou a vida do sertanejo também vitimou sua namorada, Allana Morais.

Desde então, a fã assumiu o compromisso de limpar e arrumar o local sem receber nenhuma ajuda financeira. Ela diz que fazia isso por admiração ao ídolo. Mas esse hábito se transformou em um grande problema para a recepcionista.

No dia 1º de julho, foi exibida uma matéria no programa A Tarde é Sua, da Rede TV, no qual Sônia Abrão e convidados falavam sobre o comportamento obsessivo de Eliane. Na conversa, eles recomendam que ela procure apoio psiquiátrico e espiritual para superar a fixação que tem pelo ídolo.

Eliane conta que desde então, tem sofrido ameaças de fãs do cantor, que teriam ido à porta da casa dela pedir para que não aparecesse mais no cemitério Jardim das Palmeiras, onde também está enterrado o cantor Leandro e a namorada de Cristiano Araújo.

FÃ

Com receio da perseguição causar maiores problemas e afetar o cotidiano da filha de 14 anos, Eliane contou exclusivamente ao R7 que precisou sair de Goiânia escondida. Ela deixou para trás as roupas e móveis e se mudou para o Rio de Janeiro, em um imóvel cedido por uma amiga.

— Minha filha largou a escola e eu não tive tempo de trazer minhas coisas. Também não tenho dinheiro para voltar para Goiânia.

Eliane conta que os fãs chegaram a acusá-la de roubar os presentes que eram deixados na sepultura do cantor. O que ela nega. 

— Sempre recolhi esses objetos e entreguei para o pai dele, senhor João Reis. Nunca fiquei com nada. Me dediquei como pude pela memória do Cris. Não faria essas coisas jamais

Para ela, matérias que traziam “informações distorcidas sobre seu comportamento” foram primordiais para que os fãs deixassem de apoiar suas atitudes e começassem a hostilizá-la publicamente e nas redes sociais.

— Sempre teve gente que me criticava, mas havia respeito. Agora preciso lidar com mensagens me chamando de doente, dizendo que eu não gosto de trabalhar e vivo de doações. Tudo isso é mentira. Eu fui para Goiânia com o dinheiro que tinha guardado no banco e que ainda supria minhas necessidades. Inclusive eu não conseguiu encontrar emprego por conta desse preconceito.

Eliane não divulga o bairro onde mora no Rio com medo da perseguição das fãs. Por enquanto, ela não pensa em voltar para a capital goiana, onde o cantor está enterrado. 

— É triste eu ter que me desfazer dos meus hábitos e abandonar uma cidade por conta desse ódio dos fãs.

Fonte: Folha Vitória

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