Educação sexual agrada a 54% e 71% querem discussões sobre política nas escolas

Educação sexual agrada a 54% e 71% querem discussões sobre política nas escolas

Pesquisa Datafolha mostra que, embora tais assuntos sejam criticados por grupos ideológicos nos últimos anos, ambos agradam maioria dos brasileiros

Embora movimentos contrários ao ensino da educação sexual e à prática de promover discussões políticas dentro das salas de aula tenham crescido nos últimos anos no País, a maioria dos brasileiros ainda é a favor da abordagem desses conteúdos nas escolas. Isso é o que revela a última pesquisa Datafolha, divulgada nesta segunda-feira (7).

De acordo com o levantamento, enquanto 71% concordam com – sendo que 54% apoiam totalmente – a presença de assuntos políticos nas escolas, 54% dos entrevistados são a favor de uma abordagem clara dos professores aos alunos, a respeito da educação sexual . Neste segundo caso, o endosso é maior entre as mulheres (56%) do que entre homens (52%), mas fica empatado na margem de erro.

Ensinar a respeito de sexo nas escolas é algo que divide a população. Quanto maior a escolaridade dos entrevistados, maior o apoio à esse tipo de conteúdo. Entre aqueles com ensino superior, o percentual é de 63%. Porém, enquanto 35% das pessoas concordam totalmente com esse conteúdo nas escolas , os que desaprovam totalmente também somam outros 35%.

Quanto às discussões sobre política , o percentual de apoio a esse tema nas escolas é maior do que a discordância em todos os recortes analisados pelo instituto, seja por idade, renda, religião e preferência partidária, por exemplo.

A aprovação por assuntos políticos nas salas de aula também cresce de acordo com a escolaridade. Afinal, entre aqueles que têm ensino superior, 83% concordam com a afirmação de que esse tema deve estar presente nas escolas. Entre os 28% dos que se opõem à discussão política nas aulas, 20% dizem discordar totalmente. Os outros 8% discordam em parte.

A pesquisa, que envolveu 2.077 pessoas entrevistadas em 130 municípios, entre os dias 18 e 19 de dezembro, possui margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Ela ocorre em um contexto em que pipocam, em todo o País, projetos legislativos inspirados no movimento Escola Sem Partido , que prevê limitar o que o professor pode falar em sala de aula e, na maioria dos casos, vetar menções a política, gênero e assuntos relacionados a sexo.

Segundo o Datafolha, o viés do Escola Sem Partido, relacionado com a oposição à  educação sexual nas escolas, só é superior em dois grupos: entre os que dizem ter votado no presidente Jair Bolsonaro (54%) e entre evangélicos (53%).

Com Informações: IG

 

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