Câmaras reduzem funcionários, veículos e diminuem até uso de papel
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Câmaras reduzem funcionários, veículos e diminuem até uso de papel

Redução de funcionários, de veículos oficiais e diminuição no uso de papel são algumas das ações adotadas

As câmaras municipais das cidades da região têm adotado medidas que visam reduzir as altas despesas. Foram R$ 126 milhões em gastos em um ano, segundo levantamento do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP), divulgado pela reportagem no último domingo (27).
Em Suzano, por exemplo, a Câmara devolveu R$ 3,3 milhões para a Prefeitura no ano passado, provenientes da economia do Legislativo suzanense. Além disso, a Casa de Leis recebeu uma placa de “instalação sustentável” do governo do Estado, justamente pelo fato de o prédio possuir essa característica.
Neste segundo semestre, foi implementado pelo presidente da Casa, Joaquim Rosa (PL), o Sistema de Expediente Online, para que os parlamentares acompanhem pautas, projetos, ofícios e outros documentos e requerimentos pelo celular, sem que haja necessidade de se usar papel.
Houve também diminuição de convocações de funcionários para sessões ordinárias, impactando na folha de pagamento.
Em Poá, o presidente da Câmara, David de Araújo Campos, o Tio Deivão, disse que cortou cerca de R$ 3 milhões do orçamento da Casa de Leis pra ajudar a conter gastos e direcionar para a área da Saúde, especificamente para as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município.
Além disso, a Câmara conta com cisternas de água pra economizar com lavagem de banheiros, descargas, entre outros. Estão sendo feitas as trocas das lâmpadas convencionais por de led e houve ainda a suspensão de alguns contratos por conta da pandemia.
Já a Câmara de Ferraz, informou que sempre pautou as ações administrativas com rigor no controle de gastos. De acordo com a Casa, “não existe um setor específico para economizar recursos no dia a dia”, e o equilíbrio financeiro “ocorre normalmente”.
Em Itaquá, houve redução de três para dois assessores parlamentares de 2019 para 2020, diminuindo gastos com 19 funcionários (um para cada vereador). Além disso, a Casa de Leis tem o projeto “Câmara Sem Papel”, que visa reduzir o uso de papel com assinaturas eletrônicas de projetos, indicações, entre outros.
Há ainda uma reestruturação em andamento sendo realizada com um grupo de professores da Universidade de São Paulo (USP) que tem como objetivo reduzir mais ainda os custos da Câmara.
A Casa de Leis de Biritiba Mirim também reduziu suas despesas. Há uma preocupação em realizar apenas gastos “necessários e imprescindíveis”. Inclusive, obras na Câmara deixaram de ser feitas, justamente para economizar.
Já a Câmara de Guararema, além de trabalhar com um quadro de funcionários mais “reduzido”, não tem gabinetes ou assessores exclusivos. Ao todo, são apenas quatro veículos oficiais usados pelos vereadores. Houve redução do subsídio dos parlamentares e dos empregos em comissão e gratificações em 20%. A Câmara também renegociou e revogou alguns contratos que estavam em vigência.
A exemplo de Guararema, Salesópolis também reduziu o número de veículos oficiais. Só que a redução foi mais significativa: de quatro para apenas um. São apenas seis funcionários, e os vereadores não têm assessores. O único contrato de aluguel que a Casa possuía foi rescindido neste ano e os subsídios dos vereadores e do presidente da Câmara – fixados em 2017 – até hoje não sofreram reajuste.
A Câmara de Arujá informou que instalou um sistema de captação de luz solar, para reduzir os custos com energia elétrica. Diminuiu também o valor do contrato de locação e abastecimento de veículos.
Consultadas, as câmaras de Mogi e Santa Isabel não responderam às demandas enviadas pela reportagem até o final desta matéria.
Com Informações: Diário de Suzano
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