Cadeirantes têm dificuldades de encontrar banheiro acessível em Suzano
Foto: Sabrina Silva/Divulgação

Cadeirantes têm dificuldades de encontrar banheiro acessível em Suzano

De acordo com um estudo 55% dos brasileiros cadeirantes não encontram banheiros que atendam à acessibilidade

Há mais de uma década a Associação Brasileira de Normas Técnica (Abnt) elaborou junto ao Comitê Brasileiro de Acessibilidade e a Comissão de Estudos de Acessibilidade em Edificações as diretrizes que regulamentam as construções no país, conforme as necessidades dos deficientes físicos. Adequações como barras e rampas facilitam a locomoção de cadeirantes, porém a adaptação de banheiros ainda é um dos desafios enfrentados por quem tem a deficiência.
De acordo com um estudo realizado pela ComRes, à pedido da Toyota Mobility Foundation, 55% dos brasileiros cadeirantes não encontram banheiros que atendam à acessibilidade no dia-a-dia. A dificuldade é relata por João Carlos Cainé, que reclama do tamanho das construções. “Eu não saio muito de casa, mas quando preciso usar o banheiro de outros lugares, como restaurantes ou outro comércio, acha pequeno demais”, diz o jovem que necessita do auxílio de cadeira de rodas. Apesar disso, Cainé considera que conquistas importantes já foram alcançadas, a exemplo da acessibilidade verificada em equipamentos públicos, como nos sanitários de escolas, hospitais e Unidades Básicas de Saúde (UBS). “Em 2010, fiquei um ano até conseguir uma escola adaptada. Agora está muito mais fácil”.
João acompanha as atividades do Movimento pelos Direitos dos Deficientes Físicos (MDDF), em Suzano. O grupo é liderado pela presidente Maria Aparecida Botaro, que destaca a importância das normas da Abnt neste âmbito, atualizada em 2015, uma vez que as diretrizes de inclusão devem ser seguidas a fim de que os estabelecimentos obtenham licenças para funcionamento. “O maior problema de estrutura ainda está nas construções antigas. Mas hoje, por exemplo, o prédio da Câmara Municipal já é adaptado. Apesar disso, melhorias ainda são necessárias no Centro Unificado de Serviços, da prefeitura”, aponta.
Segundo a secretaria de Planejamento Urbano e Habitação, a diretoria de Planos e Projetos do município tem atendido às normas de acessibilidade nas obras realizadas e inauguradas nos últimos anos. Contudo, os prédios antigos ainda se adaptam conforme o cronograma de reformas da secretaria.
Outros pontos destacados pela comunidade do MDDF é a acessibilidade em ônibus e supermercados. O grupo acompanhou a melhoria no transporte público da cidade ao longo dos anos e hoje aprova o serviço oferecido nas linhas municipais.
Com Informações: Diário de Suzano
Fechar Menu