Após quatro meses, psicólogos contratados por meio de convênio começam a atender vítimas de massacre em Suzano
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Após quatro meses, psicólogos contratados por meio de convênio começam a atender vítimas de massacre em Suzano

Profissionais foram contratados por meio de um convênio firmado entre a Secretaria Estadual de Saúde e Fundação Faculdade de Medicina. Previsão é que sejam feitos 40 mil atendimentos de alunos e de outras pessoas da comunidade até o fim do ano. A orientação para quem precisa do atendimento psicológico é procurar a unidade de saúde mais próxima de casa. Não há necessidade de encaminhamento prévio.

O atendimento dos psicólogos contratados para atender as vítimas do ataque à Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, começou nesta quarta-feira (10). Neste sábado (13), o massacre que terminou com dez mortos completa quatro meses. A previsão é que até o fim do ano sejam feitos 40 mil atendimentos.

No total, 41 psicólogos foram contratados pela Secretaria Estadual de Saúde, por meio de convênio com a Fundação Faculdade de Medicina (FFM). Destes, 32 profissionais já foram distribuídos nos postos de saúde da cidade e estão prontos para realizar os atendimentos. A contratação prevê repasse de mais de R$ 2,2 milhões à FFM.

O grupo vai prestar atendimento nos 22 postos de saúde e nos quatro Centros de Atendimento Psicossocial (Caps) de Suzano. “O critério adotado foi o número de escolas daquele território. Então cada unidade de saúde é referência para um grupo de escolas municipais e estaduais. Também levamos em conta a demanda da própria da unidade de saúde mental”, explica Dulce Ramos, coordenadora da Rede de Atenção Psicossocial de Suzano.

No começo de julho, os profissionais passaram por uma capacitação para entender sobre a demanda da cidade e receber orientações gerais sobre o Sistema Único de Saúde (SUS), além de definir projetos terapêuticos.

A Fundação Faculdade Medicina deve contratar mais nove psicólogos para prestar atendimentos em Suzano.

Ações nas escolas

De acordo com a coordenadora da Rede de Atenção Psicossocial de Suzano, Dulce Ramos, além de reforçar o atendimento da população em geral, o objetivo da contratação é viabilizar a realização das ações de saúde mental na comunidade e, em especial, na comunidade escolar.

“Esses profissionais vieram para atender a população do município, as demandas de saúde que a cidade já atendia, mas prioritariamente para fazer ações de saúde mental na comunidade e em especial na comunidade escolar”, explica Ramos.

Sobre o trabalho dos psicólogos nas escolas, a coordenara explica que vai depender da situação de cada unidade. “A ideia é identificar qual é a demanda daquele território, cada escola tem uma realidade, depende se é ensino fundamental ou ensino médio”, completa.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, os novos profissionais terão como missão atender à demanda reprimida por acompanhamento psicológico e realizar ações de promoção de saúde mental nas escolas da cidade, com o objetivo de prevenir o sofrimento psíquico, bullying e cyberbullying, além de fortalecer os vínculos.

“A gente vai ter de trabalhar a cultura de paz, contra a violência. São duas frentes, a de tratar o trauma daqueles que se abalaram com o episódio e a da relação dentro das escolas, que é a parte preventiva”, explicou a coordenadora de saúde mental da Secretaria Estadual de Saúde, Rosangela Elias.

A orientação para quem precisa do atendimento psicológico é procurar a unidade de saúde mais próxima de casa. Não há necessidade de encaminhamento prévio.

Demora

Desde abril, a Secretaria de Saúde de Suzano aguardava por novos profissionais. Na época, o secretário municipal de Saúde, Luís Claudio Guillaumon, chegou a declarar que os profissionais da rede municipal estavam exauridos com o aumento do número de atendimentos.

Apesar de passados quase quatro meses desde o atentado à escola e a declaração do secretário municipal de saúde, Rosangela Elias afirma que quem estava diretamente ligado ao massacre não ficou sem atendimento.

“Agora vai ser um incremento no atendimento. Quando a gente faz um trâmite legal, por mais que a gente corresse com os processos, tem os prazos legais e o processo a ser cumprido, ainda mais quando trata de dinheiro público. A gente sempre respeitou a necessidade do município, o estado buscou atender e agora qualifica tudo isso”, ressalta.

Com Informações: G1 Mogi das Cruzes e Suzano
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