AMBIENTAL – Imagens de câmera de monitoramento podem ajudar polícia a identificar quem despejou óleo em área rural
Foto: Reprodução/TV Diário

AMBIENTAL – Imagens de câmera de monitoramento podem ajudar polícia a identificar quem despejou óleo em área rural

Substância que aparenta ser óleo de motor foi despejada no local, na Vila Cabrera, no domingo (20), e até o início da tarde desta quinta-feira (24) a Prefeitura de Suzano e Cetesb ainda não tinham vistoriado a área.

Imagens da câmera de monitoramento de uma casa podem ajudar a Polícia Ambiental na identificação de quem derramou uma substância parecida com óleo em uma estrada rural do Vila Cabrera, em Suzano.

A mancha escura se estende por cerca de 30 metros até encontrar o tambor. Pela quantidade de material ao redor e o que sobrou na parte interna do tambor, é possível afirmar que foi dele que saiu o produto.

A área fica na zona rural de Suzano e faz parte da chácara de um morador. Ele não quis se identificar, mas enviou a denúncia por meio do WhatsApp da TV Diário depois que ficou revoltado com o que encontrou na porta de casa. Pelas características e cheiro do produto, tudo indica que seja óleo de motor.

“Uma surpresa muito desagradável por sinal. Um lixo tóxico que contamina o meio ambiente. A 50 metros dá para sentir o cheiro”, diz o morador.

Imagens da câmera de segurança de um vizinho registraram uma ação suspeita no final de semana. No domingo, por volta das 9h18, uma caminhonete prata carregada com tambores e suja nas laterais passa pelo bairro. Mais de uma hora depois o mesmo veículo é flagrado de novo nas imagens e com as laterais mais sujas.

Já fotos de uma rua a cerca de 3 km da chácara do morador, bem no Centro de Suzano, mostram o mesmo carro às 9h08 do domingo com tambores e manchas pretas nas laterais. Nessa região, o morador também fotografou no chão o produto parecido com o que foi descartado em frente à casa dele.

“Inclusive tem imagem da caminhonete na frente da retífica, tem imagens dela no lava-rápido, depois que foi feito esse descarte aqui, entendeu. E tem algumas imagens, tem evidências que foi essa caminhonete”, diz o morador.

Na estrada, o descarte irregular de entulho está em vários pontos, inclusive com o óleo também. Os moradores dizem que a mesma caminhonete que possivelmente despejou o óleo na chácara passou em outro ponto despejando o líquido. Eles afirmam que a falta de chuva contribuiu para que o óleo não chegasse a uma nascente a poucos metros de onde o óleo foi despejado.

Lançar resíduos sólidos, líquidos, gasosos ou detritos, óleos ou substâncias oleosas em desacordo com a lei, é crime ambiental e pode levar à prisão de 1 a 5 anos.

O morador fez a denúncia na Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e na Prefeitura. A companhia, sem ir até o local, apenas com as informações do morador, alegou que resíduos comerciais são de responsabilidade da administração municipal.

“A gente está em prol da natureza. A gente é acostumado a lidar com os animais, enfim, revolta porque causa um dano muito grande, né?! A sorte é que ainda não choveu, porque esse resíduo vai para os rios próximos daqui”, enfatiza o morador.

O descarte ocorreu no domingo (20) e, na segunda-feira (21), o morador procurou a Cetesb. Já na terça-feira (22), ele foi atrás da Prefeitura ninguém tinha ido ao local até a manhã desta quinta (24).

A Cetesb informou que, consultado o banco de dados da Agência Ambiental de Mogi das Cruzes, não foi localizado qualquer registro da ocorrência de descarte de óleo.

“No entanto, ressaltamos a necessidade de informações mais detalhadas a respeito da área, localização, assim como a identificação do reclamante/denunciante, para um atendimento mais pontual. Em casos como este, a Prefeitura deve ser acionada, prioritariamente”, trouxe a nota da companhia. O telefone para denúncias em Suzano são 4745-2046 e 4745-2055.

A Controladoria Geral de Suzano informou que encaminhou os fatos à Polícia Civil, por se tratar de crime ambiental.

“Uma equipe de fiscalização será enviada ao local para determinar quais providências serão tomadas. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente também vai verificar junto à Cetesb as diretrizes a serem adotadas, já que o órgão estadual é técnico e tem a estrutura para reparação de danos ambientais”, destacou a nota da Prefeitura.

Com informações: G1

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