Alto Tietê tem 403 respiradores e prefeituras enfrentam dificuldades para adquirir equipamentos
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Alto Tietê tem 403 respiradores e prefeituras enfrentam dificuldades para adquirir equipamentos

Foi solicitado às Prefeituras do Alto Tietê que informem os produtos com dificuldade de aquisição, preços anteriores, preços atuais e nomes das empresas. Mogi das Cruzes possui o maior número de respiradores, 226 equipamentos registrados. A menor oferta está nas cidades de Poá (2) e Salesópolis (1).

Levantamento do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) aponta para a existência de 403 respiradores nos serviços de saúde públicos e privados da Região. O aparelho é essencial para o tratamento dos pacientes contaminados pelo Coronavírus (Covid-19) que apresentam quadro grave e conseguir mais equipamentos, seja por meio de compra ou locação, tem sido um entrave para as prefeituras que se mobilizam para ampliar a rede de atendimento aos doentes.

Além da oferta praticamente escassa de novos respiradores, a demanda elevada refletiu nos preços. O equipamento, que custava em torno de R$ 70 mil, é vendido agora por R$ 200 mil. Também quase não se acha o aparelho para locação.

A elevação de preços não se restringe apenas aos respiradores. As Prefeituras enfrentam muitas dificuldades para a aquisição de outros equipamentos e insumos necessários no enfrentamento ao Coronavírus, desde luvas e máscaras até álcool em gel. Quando há disponibilidade, os preços são muito acima dos praticados antes da demanda gerada pela Covid-19, impactando diretamente o orçamento das cidades.

“A direção do CONDEMAT está em contato com o COSEMS-SP (Conselho dos Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo), o qual está buscando meios legais para rebater isso e garantir a reposição aos municípios, com apoio do Ministério Público e Procon, e amparado pelo decreto estadual de calamidade pública”, explicou a coordenadora da Câmara Técnica de Saúde do CONDEMAT, Adriana Martins.

Foi solicitado às Prefeituras do Alto Tietê que informem os produtos  com dificuldade de aquisição, preços anteriores, preços atuais e nomes das empresas para encaminhamento ao COSEMS-SP.

“É lastimável que diante de uma pandemia como a que estamos enfrentando, seja necessário dispender esforços para coibir esse tipo de conduta quando todas as atenções deveriam estar no combate ao vírus”, disse a coordenadora.

No caso dos respiradores, o levantamento feito no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) do Ministério da Saúde aponta uma grande parte dos equipamentos estão em uso. Não há informações sobre as condições dos demais equipamentos.

Os respiradores estão nos serviços públicos (estaduais e municipais) que funcionam nas cidades de Arujá, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis, Santa Isabel e Suzano. Pelo menos, 270 respiradores estão em unidades privadas de Arujá, Guarulhos, Mogi das Cruzes e Suzano.

Com mais serviços de saúde, privados e públicos, Mogi das Cruzes possui o maior número de respiradores, 226 equipamentos registrados. A menor oferta está nas cidades de Poá (2) e Salesópolis (1).

Os equipamentos existentes no Alto Tietê estão distribuídos em centros de referência, hospitais, maternidades e UPAs (Unidades de Pronto Atendimento).

Com Informações: Diário de Suzano

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