Alto Tietê permanece na fase laranja do plano de retomada econômica após nova atualização do Governo de São Paulo
Foto: Isadora Neumann / GaúchaZH

Alto Tietê permanece na fase laranja do plano de retomada econômica após nova atualização do Governo de São Paulo

Com isso, apenas shoppings, comércio e alguns serviços podem funcionar, com restrições. Restaurantes e bares seguem fechados para consumo local, assim como salões de beleza.

O Governo do Estado manteve a região do Alto Tietê na fase laranja do Plano São Paulo de retomada econômica, na atualização divulgada nesta sexta-feira (26), em coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes, na capital.

Havia a expectativa, por parte do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat), de que a região avançasse, ainda em junho, à fase amarela do plano de retomada, o que permitiria a reabertura, com restrições, de bares e restaurantes para consumo local, salões de beleza e barbearias, além de ampliar a abertura de shoppings centers, do comércio e de serviços.

Porém, apenas a capital e duas outras sub-regiões da Grande SP avançaram à fase amarela na atualização desta sexta-feira. A sub-região leste da Grande SP, na qual se insere o Alto Tietê, permanece na fase laranja. A nova etapa da quarentena no estado passa a valer na próxima segunda-feira (29).

No dia 10 de junho, o Governo reclassificou o Alto Tietê da fase vermelha, em que apenas serviços essenciais podiam funcionar, para a fase laranja, o que permitiu a reabertura gradual do comércio e de outros serviços. A mudança passou a valer, oficialmente, no dia 15 de junho.

A fase laranja, considerada de “controle”, na qual o Alto Tietê permanecerá, autoriza que shoppings centers, comércio e serviços funcionem com capacidade limitada a 20%, com horário reduzido a quatro horas seguidas e com a adoção de protocolos padrões e setoriais específicos. Nos shoppings, o funcionamento de praças de alimentação é proibido.

Critérios para mudança de fase

De acordo com o Plano São Paulo, uma região só pode passar para um maior relaxamento após 14 dias da mudança de fase, mantendo os indicadores de saúde estáveis por um período completo de incubação. Porém, o Governo pode rever a classificação em prazo inferior a 14 dias, caso haja informações relevantes que exijam uma revisão tempestiva.

Segundo o Plano São Paulo, os indicadores levados em consideração para o cálculo de fases são os seguintes: taxa de ocupação dos leitos de UTI para Covid-19, relação do número de leitos de UTI para Covid-19 para cada 100 mil habitantes, além dos números de casos, internações e óbitos.

Os indicadores definem em qual das cinco fases de permissão de reabertura a região se encontra:

  • Fase 1 – Vermelha: Alerta máximo
  • Fase 2 – Laranja: Controle
  • Fase 3 – Amarela: Flexibilização
  • Fase 4 – Verde: Abertura parcial
  • Fase 5 – Azul: Normal controlado

Média de ocupação de leitos de UTI cai em hospitais estaduais do Alto Tietê

De acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde, a média de ocupação de leitos de UTI para Covid-19 nos três hospitais estaduais do Alto Tietê vem apresentando melhora nos últimos dias.

Nesta quinta-feira (25), a média de ocupação era de 59%. Na quarta, os dados mostravam que a ocupação era de 68%. Na última semana, mais especificamente no dia 17, a ocupação média dos três hospitais chegou a ser de 88,3%.

Segundo os números desta quinta-feira, a ocupação dos leitos de UTI para Covid-19 era de 95% no Hospital Santa Marcelina, em Itaquaquecetuba, de 59% no Luzia de Pinho Melo, em Mogi das Cruzes, e de 23% no Hospital Regional de Ferraz de Vasconcelos.

Números da Covid-19 no Alto Tietê

Nesta quinta-feira (25), o Alto Tietê registrou mais 14 mortes por Covid-19. Os registros foram um em Biritiba Mirim, Poá e Santa Isabel, dois em Itaquaquecetuba, três em Mogi das Cruzes e seis em Suzano. No total, a região tem 609 mortes pela doença.

Em 24 horas, a região registrou ainda mais 235 novos casos do novo coronavírus, além de 58 curados. No total, são 6.691 casos confirmados, sendo que 3.910 pacientes estão curados. A região tem ainda 2.288 exames à espera de resultado de testes, dos quais 46 são de pessoas que morreram com a suspeita da doença.

Com Informações: G1 Mogi das Cruzes e Suzano

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