Abaixo-assinado contra Dihh Lopes é protocolado pelo MP
Foto: Felipe Claro

Abaixo-assinado contra Dihh Lopes é protocolado pelo MP

Ao menos 1,2 mil assinaturas foram colhidas pela Comissão de Pais de Alunos da Escola Estadual Raul Brasil. O intuito dos pais é fazer com que a promotoria local não só avalie as piadas contidas no vídeo, mas que o humorista também retire o vídeo publicado no YouTube.

O Ministério Público protocolou ontem um documento com mais de 1,2 mil assinaturas da Comissão de Pais de Alunos da Escola Estadual Professor Raul Brasil. A certidão exige a avaliação de conduta do humorista Dihh Lopes, que recentemente publicou na internet piadas que ele fez sobre o massacre ocorrido na escola, no dia 13 de março. O atentado deixou dez mortos em 11 feridos. O intuito dos pais é fazer com que a promotoria local não só avalie as piadas contidas no vídeo, mas que o humorista também retire o vídeo publicado no YouTube.
A mãe de uma aluna que estava na escola no momento do atentado, Liliane de Oliveira, de 41 anos, comentou sobre as o teor do vídeo publicado pelo humorista e diz que aguarda um pedido de desculpas de Dihh Lopes. “Só nós sabemos o quanto é dolorido e difícil superar tudo o que aconteceu, não existe nenhuma possibilidade de achar o ocorrido engraçado. Nós queremos que ao menos ele se desculpe com as vítimas, mas isso não ocorreu até o momento”, citou. Na opinião dela, é preciso que haja um bom senso na hora de fazer piadas. “Independentemente do cunho do trabalho dele, é preciso que haja sensatez. A partir do momento que o trabalho começa a ferir pessoas, passa a ser um crime”, destacou.
O agente sócio educativo Fábio Vilela, de 40 anos, que também aderiu ao abaixo-assinado, acredita que as piadas do humorista sobre o massacre podem fazer com que outros adolescentes não considerem a gravidade do caso. “Isso força outros jovens a fazerem chacota com toda essa situação. Nós estamos tentando esquecer, mas levar tudo isso como piada só aumenta a nossa dor”, lamentou.
Piada
A publicação não foi bem aceita nas redes sociais. No vídeo Lopes começa dizendo que “não sabia que havia escolas em Suzano”. Logo depois, ele diz que os alunos que morreram na tragédia só se tornaram vítimas fatais porque não ouviram as orientações dos pais, ou seja, “aceitarem balas de estranhos”. Também brincou: “Lá (escola)eles levam a sério a brincadeira do morto vivo”
Com Informações: Portal News
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