23 anos sem Ayrton Senna

O homem que ganhou a sua primeira corrida na Fórmula 1 em Portugal, no Estoril, já não está entre nós, mas as memórias ficaram para sempre.

Há 23 anos, o mundo chorou a morte de um dos maiores nomes do desporto. Foi a 1 de maio de 1994 que Ayrton Senna acelerou pela última vez. Então com 34 anos de idade, o piloto brasileiro sucumbiu após um aparatoso acidente no Grande Prémio de São Marino em Fórmula 1. Senna perdeu o controlo do seu monolugar, quando circulava a 300 km/h e embateu num murro.

Nascido a 21 de março de 1960, em São Paulo, Senna estreou-se na Fórmula 3, em 1981, e os bons desempenhos, que o levaram à conquista do Campeonato Britânico, ajudaram à subida à prova rainha do automobilismo, três anos depois.

Começou na Toleman-Hart, seguiu depois para a Lotus-Renault, mas foi ao volante de um Honda que, em 1988, Senna conquistou o primeiro título mundial da carreira na Fórmula 1. As épocas de 1990 e 1991 deram ao brasileiro mais dois títulos mundiais.

O 1 de maio de 1994 foi fatídico para Senna. O brasileiro conquistou, na véspera, a “pole position” para o Grande Prémio de São Marino, uma corrida que teve para não acontecer, depois de na sessão de treinos livres o compatriota Rubens Barrichello e o austríaco Roland Ratzenberger terem sofrido graves acidentes.

O brasileiro sofreu apenas pequenas escoriações, mas Ratzenberger não teve a mesma sorte. Perdeu a vida já no hospital. Ainda assim, a corrida acabou por se realizar. Na sétima volta, Senna mantinha a liderança, mas ao entrar na curva Tamburello (a mesma onde Ratzenberger sofreu o acidente fatal), o brasileiro perdeu o controlo do carro e chocou frontalmente contra o muro de proteção, a mais de 200 km/h.

Senna foi removido do seu Williams pela equipa médica e recebeu os primeiros socorros ainda em pista. Tinha sofrido um profundo dano cerebral e acabou por ser declarado morto poucas horas depois, num hospital de Bolonha. No carro de Senna, foi encontrada uma bandeira austríaca, que seria empunhada em homenagem a Ratzenberger, caso o brasileiro vencesse a corrida. Um Grande Prémio trágico, que marcou o adeus a um dos maiores ícones da Fórmula 1.

Na verdade, o próprio Ayrton Senna acreditava que lhe tinha sido dado por Deus um dom especial para as corridas. Verdade ou não, deixou para a posteridade momentos que quem viu não esquece e que quem não viu, pelo menos já ouviu falar.

O homem que ganhou a sua primeira corrida na Fórmula 1 em Portugal, no Estoril, já não está entre nós, mas as memórias ficaram para sempre.

Fonte: Auto Portal

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