10 de Setembro: Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio

Saiba mais sobre o Suicídio e como ajudar

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A maioria das pessoas que pensa em cometer suicídio dá sinais que não devem ser ignorados por amigos e familiares, alerta a OMS. Doenças psíquicas como depressão estão associadas a muitos casos. “Mesmo que a pessoa não expresse claramente que pensa em se matar, é possível detectar algumas mudanças de comportamento. A depressão, por exemplo, altera a maneira de o paciente enxergar o mundo, mexe com sua cognição. Sentimentos de tristeza, pessimismo e angústia são constantes”, explica o psiquiatra Everton Botelho, afirmando também que o uso de álcool e outras drogas são fatores de risco por serem “depressores”. 

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O médico explica ainda que a primeira tentativa de suicídio deve ser considerada um pedido de ajuda. “Ao conversar com a pessoa, você não deve fazer críticas e nem julgamentos. Mostrar apenas que está disposto a ajudá-la e incentivar que procure um psiquiatra”, orienta. Em relação à idade, os grupos de risco são jovens entre 15 e 29 anos e idosos com mais de 65 anos. “Os jovens têm mais dificuldade de enfrentar as cobranças de um mundo competitivo como o nosso. Já os idosos se deprimem com a solidão ou quando são acometidos de doenças crônicas e passam a achar que a vida não vale mais a pena”, explica o médico. 

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Outros sintomas, considerados mais diretos e preocupantes, também podem ser percebidos através de conversas. “Valorizar demais o passado, se desfazer de objetos de valor sentimental, organizar a vida financeira e ligar para os amigos para se despedir são comportamentos de pessoas que podem estar perto de praticar o ato”, explica a jornalista Paula Fontenelle.  Após a morte do pai em 2005 por suicídio, a jornalista passou três anos buscando respostas que resultaram no livro “Suicídio: o futuro interrompido”. A obra traz opinião de especialistas, psicólogos, psiquiatras e relatos de famílias que perderam parentes e, ainda, de pessoas que reencontraram razões para viver. 

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O suicídio é considerado pelo Ministério da Saúde como um problema de saúde pública, tirando a vida de uma pessoa por hora no Brasil, mesmo período no qual outras três tentaram se matar sem sucesso.

Trata-se de um problema que se pode prevenir na grande maioria das vezes e esse é um dos maiores esforços do CVV. O estudo e a discussão do tema suicídio é uma das formas mais eficientes de se promover a prevenção, pois esta só é possível quando a população, os profissionais da saúde, os jornalistas e governantes têm informações suficientes para conduzir as medidas adequadas e ao seu alcance nessa frente.

O CVV assumiu como tarefa, desde a sua criação, estimular essa discussão, ação esta que passou a merecer mais empenho nesses últimos anos.

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